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Monthly Archives : Abril 2006

Pontes de Portugal

EngenhariaObras emblemáticas

  • Ponte de Dona Maria Pia 

A Ponte de D. Maria Pia, assim chamada em honra de Maria Pia de Sabóia, é uma obra de grande beleza arquitectónica, projectada pelo Eng.º Théophile Seyrig e construída, entre Janeiro de 1876 e 4 de Novembro de 1877, pela empresa de Gustave Eiffel. Foi a primeira ponte ferroviária a unir as duas margens do rio Douro.

No último quartel do século XX tornou-se evidente que a velha ponte já não respondia de forma satisfatória às necessidades. Dotada de uma só linha, obrigava à passagem de uma composição de cada vez, a uma velocidade que não podia ultrapassar os 20 km/h e com cargas limitadas.

Encontra-se desactivada desde que foi substituída pela moderna Ponte de São João. Ninguém tem dúvidas sobre a enorme riqueza deste património, mas tal não tem impedido que a Ponte de Dona Maria se vá degradando ano após ano, já que ainda não lhe foi atribuída uma utilização prática para o futuro.

Ver também: Pormenores de construção – Ponte D. Maria Pia

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Windows 2000/XP – Truques e Dicas

Truques e Dicas

- Aumentar a velocidade dos menus
Clicar em START e no run escrever regedit, seguir esta ordem:
HKEY_CURRENT_USER\Control Panel\Desktop…
procurar por menushowdelay alterar o valor de 400 para 0

- Desinstalar o messenger
Clicar em START ir ao run e copiar para lá esta linha, dar Enter e tchau messenger:
RunDll32 advpack.dll,LaunchINFSection %windir%\INF\msmsgs.inf,BLC.Remove

- O Nero está lento a abrir?
Talvez esse problema se deva à integração da hipótese de poder gravar cd’s com o XP, como quase ninguém usa isso, o melhor é desligar:
Abrir o Control Panel, Administrative Tools, Services, procurar IMAPI CD-Burning COM Service click no botao direito do rato e nas propriedades escolher “disable”

hibernar lanhouse, erro no desligar o xp falha na inicializaçao do aplicativo aestaçao de trabalho esta desligada, @gpedi com cn loc:PT, meu computador mensagem falha na inicialização do aplicativo: a estação de trabalho esta desligada como reverter ?, mail sdll cn loc:PT, mail pro-mac ro loc:PT, mail exe-net net loc:PT,

Mail do hotmail com 25 Mb -> 250 Mb

InternetTruques e Dicas

Se tem uma conta no Hotmail com apenas 2 Mb, e quiser aumentar para 250 Mb, então preste atenção ao texto que se segue porque isto é mesmo para si!

É muito rápido e funciona mesmo, é só alterar uns dados e fica logo com 25 Mb, depois o serviço automaticamente actualiza para 250 Mb passado algum tempo.

Veja como fazer… 

1. Aceda a www.hotmail.com.br e entre com o seu usuário e senha normalmente.
2. Clique em opções, no canto superior direito da tela.
3. Na página opções, clique em Meu Perfil.
4. Trocar campos:

  • País/Região: Estados Unidos
  • Estado: Florida
  • CEP: 33332

mail nordmeccanica-la com ar loc:PT, mail e-doctors-net com loc:PT, mail mundo-nautica com ar loc:PT, mail portmail es loc:PT,

Autocad – truques e dicas

Truques e Dicas

Determinar as caracteristicas fisicas e geométricas de poligonos usando o Autocad (p.e. Imagine que tem centenas de poligonos fechados, todos diferentes, em que pretende saber as propriedades abaixo descritas) :
- Area
- Perímetro
- Centro geométrico
- Momentos de inércia
- Produto de inércia
- Raio de giração
- …Existem várias opções, no meu caso o costume é:

- Começar por criar um novo layer onde vão aparecer as áreas que pretende somar (p.e. REGIOES, com uma cor nova), seleccionar esse layer para trabalhar (set current).

- Utilize o comando region (REG) e seleccione as regiões de que pretende saber a área.
OBS: Todas as regiões têm que ser compostas por poligonos fechados, sem aberturas, como quando quer fazer um hatch.

- Depois de criar regiões sobre os poligonos, oculte todos os layer, excepto o que contém as regiões criadas.

- Com o comando MASSPROP seleccione os objectos e obterá as caracteristicas geométricas e físicas do conjunto:

Por exemplo:
Usando um quadrado, de 200 unidades de lado, em que o vértice inferior esquerdo está na origem (0,0,0), obtemos:

Area: 40000.0000

Perimeter: 800.0000

Bounding box:
X: 0.0000 — 200.0000
Y: 0.0000 — 200.0000

Centroid: (centro de massa)
X: 100.0000
Y: 100.0000

Moments of inertia:
X: 533333333.3333
Y: 533333333.3333

Product of inertia:
XY: 400000000.0000

Radii of gyration:
X: 115.4701
Y: 115.4701

Principal moments and X-Y directions about centroid:
I: 133333333.3333 along [1.0000 0.0000]
J: 133333333.3333 along [0.0000 1.0000]

—————————————————-

Outra maneira mais rápida de determinar a área de vários poligonos (em certas versões do Autocad pode não funcionar):

- Criar um Hatch que contenha todas as áreas a determinar.
- Utilizar o comando List (LS) sobre o hatch criado e obtém-se a área.

Autocad, principais comandos e alguns truques pelo meio!

Colecção Software – Freeware e Free Software

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Cidade das Artes e das Ciências – Valência

Obras emblemáticas


Uma autêntica cidade futurista integrada num parque urbano de 350.000 m² no antigo leito do rio Turia. Alberga 5 impressionantes edifícios onde o vanguardismo e a criatividade se fundem numa grande beleza visual:

1- O Hemisferic
2- Museu das Ciências Príncipe Felipe
3- L’Umbracle
4- Parque Oceanográfico
5- Palácio das Artes (não visível na foto)

Projectada por Santiago Calatrava, a Cidade das Artes e das Ciências vale não tanto pelo interesse do seu conteúdo científico, mas mais pelo seu lado lúdico – o ecrã gigante de 900 m² do Hemisfèric, as plantas aromáticas do Umbracle, um jardim de 17 500 m² coberto por uma fabulosa arcada, ou os inúmeros aquários e lagos ligados por incríveis corredores de vidro no Oceanogràfic, ainda mais impressionante do que o nosso Oceanário.
A forma daquela arquitectura, em que sobressai o betão, o vidro, o aço e a cerâmica branca e azul de Valência (aplicada aos fragmentos, trencadís, numa técnica semelhante à usada por Gaudi), reflecte-se em enormes espelhos de água e recria, graças ao movimento das suas linhas, a forma de um olho (Hemisfèric), de um esqueleto (Museo de las Ciencias) ou de uma espinha de peixe (a marca registada do Palau de les Arts.

O Hemisferic

O Hemisferic ocupa uma área de 200 x 1.300 m² (aproximadamente 26.000m²) localizada entre o Museu de Ciências e o Palácio das Artes.

Está limitado ao norte e ao sul por duas piscinas rectangulares, emergindo delas como uma grande cúpula formada por uma parte central fixa (a coberta opaca), os elementos laterais móveis que funcionam como guarda-sóis, e a lateral transparente envidraçada. Esta cobertura de formato ovóide protege uma esfera no seu interior.

A estrutura geral está constituída por uma cobertura ovóide, formada por cinco arcos rebaixados de secção caixão, que apoiam nos extremos sobre tripés de betão armado, unidos entre si por perfis laminados e vigas-caixão curvas. Dentro desta estrutura dispõe-se outra secundária que constitui a sala de projecções, executada em betão armado, assentada sobre uma fundação de lajes de grande espessura.

No conjunto arquitectónico destaca-se o acabamento de “trencadís” de cor branco brilhante (revestimento de mosaico de azulejos fragmentados) e o recobrimento típico das cúpulas mediterrâneas.

A arquitectura exterior, a cúpula ovóide do Hemisféric, está formada por grandes lâminas teóricas, formadas por vigas metálicas caixão de 90 m de comprimento, que surgindo do nível da água envolvem a cúpula. Estas lâminas estão providas de enormes cancelas móveis a modo das pálpebras do olho. O movimento é obtido por meio de um sistema hidráulico, semelhante ao usado em portões de garagem.
Os espaços vazios das costelas entre viga inferior e a sua imediata superior servem como janelas envidraçadas executadas com vidro laminado.

Santiago Calatrava não entende a Arquitectura como algo estático. Procura o movimento nas suas construções, sendo esta uma das suas preocupações constantes. Assim, mais uma vez, ele utiliza o conceito de movimento e dinamismo nos seus projecto, dotando este edifício de uma característica marcante, utilizando cancelas curvas de aço e vidro movimentadas por um sistema hidráulico que, como “pálpebras”, abrem e fecham as laterais da cúpula complementando o efeito do “Olho que tudo vê”, simbolizando a Ciência e o Conhecimento.

Museu das Ciências Príncipe Felipe


O Museu das Ciências Príncipe Felipe, foi concebido como um museu aberto e dinâmico onde o lema principal é “é proibido não tocar”. Ao longo dos seus 4.000 m² o visitante passa pelas diferentes áreas que cobrem uma ampla gama de temas científicos, desde biologia e física até as mais avançadas tecnologias aplicadas à comunicação, construção, desporto, etc.

Palácio das Artes

Parque Oceanográfico


O conjunto completa-se com o Parque Oceanográfico, projectado por Félix Candela, uma autêntica cidade submarina de 80.000 m², com túneis envidraçados e réplicas perfeitas de sectores costeiros com águas de diferentes qualidades, que permitem conhecer os animais representativos de cada zona da Terra.

Conta com uma zona recreativa composta por um restaurante flutuante submarino, uma fonte para espetáculos de luz-som-água, e o maior aquário da Europa para espetáculos. Possui também de áreas envidraçadas para observar o trabalho dos mergulhadores e um túnel submarino de 70 m de comprimento.

L’Umbracle


Formado por uma sucessão de 55 arcos fixos e 54 arcos flutuantes com 18 m de altura, que servem de apoio às trepadeiras que proporcionarão sombra ao longo do passeio ajardinado, dando ao espaço uma aparência actualizada do Winter Garden.
Construído em betão branco, combinado com o forte componente de marquises e arcos metálicos, abriga inúmeras espécies tropicais, sendo o passeio recoberto por madeira Teka, que suporta sem desgastes a acção das intempéries.

Mais informações:
Ciudad de las Artes y las Ciencias
Ciudad de las Artes y las Ciencias 2
Ciudad de las Artes y de las Ciencias – Wikipedia
Ciutat de les Arts i des les Ciences

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A Casa da Música

Obras emblemáticas

Arquitecto: OMA – Rem Koolhaas
Custo: €49,879,789.00
Área: 14.000m²

O projecto inicial de engenharia foi levado a cabo por uma equipa formada pela empresa de consultadoria ARUP, sedeada em Londres, e pela AFAssociados.

“Há alguns edifícios que oferecem uma continuidade, mas este tem esta espécie de elementos autónomos e abruptos, que se ligam através de um espaço fluido. Assim, vejo-o como uma espécie de ensaio acerca de autonomia e fluidez, separação e ligação. Para mim, é importante que os elementos fixos estejam rodeados por uma experiência muito mais fluida.”
Fonte:Rem Koolhaas in Publico

Há uma história à volta do projecto que começa a adquirir contornos de lenda. O projecto inicial da Casa da Música foi adaptado de um projecto de uma habitação que estava a desenhar para um casal divorciado?

[diz Rem Koolhaas]
É verdade. Mas não era um casal divorciado; era um casal que poderia, eventualmente, divorciar-se. Davam-se mal e disseram-me que, no tempo que levaria do projecto à construção da casa, eles poderiam chegar ao fim já divorciados. Era um projecto muito particular. O homem queria a casa mas impôs três definições negativas: odiava confusões e por isso queria uma casa com muitos arrumos; queria um edifício onde todos pudessem ter uma vida independente; e, por último, era um homem que odiava todo o tipo de tecnologia e queria uma casa simples.
Fonte:Rem Koolhaas in Jornal de Noticias

***

Pela originalidade da sua volumetria e forma, a Casa da Música tem sido aproximada a um meteorito. Um meteorito também pelo impacto que a sua chegada comporta para a vida cultural da cidade e do país, ao provocar um choque inovador não apenas no panorama musical, quanto no arquitectónico.

A ideia inicial pressupunha um Edifício “translúcido” com uma estrutura metálica. Razões de custo e a perda do efeito de transparência a que a densidade de elementos estruturais inevitavelmente obrigaria, levaram à opção pelo betão branco. Embora agradasse claramente a Rem Koolhaas, o betão branco só não tinha sido proposto inicialmente por não ser um material comum nos países do Norte da Europa, onde é já difícil encontrar mão-de-obra qualificada para trabalhar com qualidade em betão aparente.

Em termos de estruturas, para além de haver que garantir a estabilidade global do Edifício, merecem destaque as seguintes preocupações fundamentais:
- encontrar um conjunto de elementos estruturais, integrados na Arquitectura, que assegurassem a transmissão das cargas à fundação. A complexidade geométrica do Edifício, em particular na zona Norte, não tornava esta tarefa fácil, obrigando à consideração de um complicado sistema de transferência de cargas, através do aproveitamento estrutural de grande parte das paredes;
- conseguir um elevado rigor de pormenorização que permitisse definir a geometria do Edifício e dos seus elementos estruturais, caracterizando com rigor as aberturas e courettes destinadas às instalações. Tratando-se de um Edifício em betão branco aparente, muitas das infra-estruturas encontram-se embebidas no próprio betão, obrigando a que o rigor da pormenorização se aplicasse igualmente a estas instalações;
- o estabelecimento de um faseamento construtivo e um sistema de escoramento compatível com os prazos da obra e as preferências do construtor;
- o controlo da fissuração superficial, dada a sua importância na durabilidade de um Edifício em betão branco aparente;
- a garantia de qualidade da execução da obra, através da realização de protótipos que permitissem testar materiais e metodologias de trabalho e do estudo de processos e materiais alternativos, em conjunto com o empreiteiro.

O processo de construção, também apresentou alguns problemas. As fundações estão apoiadas em granito, no entanto, face à existência de cursos de água subterrâneos, grande parte da pedra está decomposta. Isto dificulta as investigações no local uma vez que as condições podem variar drasticamente de local para local. As condições do local ditaram a mudança de fundações em sapata para fundações em estaca.

No que se refere às especialidades, salienta-se a importância das Instalações Mecânicas, em que a geometria irregular do Edifício dificultava a tarefa de encontrar traçados de condutas de grandes dimensões compatíveis com os requisitos da Arquitectura e as necessidades da estrutura. As elevadas exigências de controlo acústico das diversas instalações e áreas técnicas determinaram a qualidade dos sistemas previstos.
Fonte: A Engenharia da Casa da Música in Ingenium N.º 85

Mais informações:
Casa da Música @ afassociados-projectos
Casa da Música
A Engenharia da Casa da Música in Ingenium N.º 85
360
Casa da Música – Wikipédia
Rem Koolhaas-OMA Casa da Musica, Porto

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Grupo Visabeira apresenta novo Palácio do Gelo

Obras emblemáticas

O novo Palácio do Gelo, um investimento de mais de 90 milhões de euros do Grupo Visabeira, deverá abrir em Viseu em Agosto de 2007.

Ficha Técnica Palácio do Gelo.pdf

O Grupo Visabeira apresentou a maqueta do projecto do Novo Palácio do Gelo, em Viseu. Criado em 1996, o Complexo Palácio do Gelo é constituído pelo Palácio dos Desportos, Palácio da Saúde e Palácio dos Congressos, integra vários equipamentos complementares e conjuga desporto, saúde, entretenimento, comércio e serviços. O projecto irá ser alvo de uma profunda transformação.

O novo complexo estender-se-á por uma área total de 175 mil m², incluindo uma pista de gelo, Spa, equipamentos de desporto e lazer (20.000 m²); hipermercado (13.000 m²); shopping (46.000 m²); cinemas (12 salas); restauração (3.500 m²); terraços (9.000 m²) e escritórios (12.000 m²). O novo edificio contempla 9 pisos, sendos os dois últimos dedicados à implantação de escritórios, que acolherão, entre outras empresas, a sede do Grupo Visabeira. Os pisos -3 e -2 incluirão piscinas (4 no total e uma das quais olímpica), equipamentos desportivos, de saúde e bem-estar, enquanto que os pisos –1, 0 e 1 estarão destinados a oferta comercial diversificada, incluindo um Hipermercado, um conjunto de médias superfícies especializadas, serviços e moda. Nos pisos 2 e 3, a diversão e entretenimento marcam presença, com restaurantes, pista de gelo, cinemas e outros equipamentos de lazer.

A Jones Lang LaSalle será responsável pela comercialização do projecto.

Clique na imagem para visualizar album de imagens

Mar 10, 2006 – 21 Photos

Será apenas o segundo maior centro comercial do país, a seguir ao Colombo!

NB.: Este blog não tem qualquer ligação com o Palácio do Gelo.

A venda ou aluguer de espaços comerciais está a cargo da Jones Lang La Salle. Para adquirir ou alugar um espaço, clique aqui.

Imagens do Futuro Palacio do Gelo

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Veneza a afundar-se… plano de salvação passa por injecções de água do mar

EngenhariaGeotecniaObras emblemáticas

Plano de Giuseppe Gambolati pretende restituir centímetros perdidos nos últimos 300 anos

Uma equipa de engenheiros e geólogos italianos planeia injectar água do mar nas fundações de Veneza para levantar a cidade 30 centímetros e salvá-la assim das marés e cheias que a vão afundando lentamente. “A principal vantagem do plano é restituir a Veneza quase a mesma quantidade de centímetros que perdeu debaixo da água nos últimos 300 anos”, afirmou Giuseppe Gambolati, responsável pelo projecto. O plano, de 100 milhões de euros, prevê a abertura de 12 furos com 30 centímetros de diâmetro numa área de 10 quilómetros em volta de Veneza e a bombagem de água do mar no subsolo a 700 metros de profundidade, explicou Gambolati.
A água do mar deverá expandir a areia existente debaixo da cidade, o que, combinado com uma cobertura de argila à prova de água, fará subir o solo, acrescentou. O engenheiro adiantou que os peritos planeiam fazer os primeiros testes numa pequena área. “Se o projecto-piloto tiver êxito, teremos uma melhoria imediata, embora gradual, já que a elevação total só ficará concluída em dez anos”, afirmou.

 

Todavia o plano de Gambolati já é alvo de críticas, nomeadamente da parte de Michele Jamiolkowski, professor de engenharia geotécnica no Politécnico de Turim, para quem o projecto requer anos de investigações e milhões de euros, antes de estar sequer próximo da realidade.

 

“Estamos realmente no domínio da ficção científica”, comentou este perito que presidiu à comissão que supervisionou o projecto de estabilização da Torre de Pisa. Jamiolkowski, a quem foi pedida uma avaliação independente por um grupo ligado ao município de Veneza, considera que o plano só levantaria a cidade cerca de 15 centímetros, e não 30, não dando por isso grande resposta à subida das águas. Além disso, poderá provocar desnivelamentos do solo, “o que é absolutamente inaceitável para as construções, sobretudo quando se trata de edifícios históricos”, sublinhou.

 

No entanto, segundo estudos preliminares citados por Gambolati, o projecto não deverá afectar a estabilidade de Veneza. Veneza está ameaçada por água em várias frentes. A cidade está a afundar-se ao mesmo tempo que se eleva o nível do Adriático e se tornam cada vez mais frequentes as marés-altas que a inundam.

www.cienciahoje.pt

Mais informações:
Engineers Explore Raising Venice – CBS News

Veneza a afundar-se… Soluções de engenharia prestes a serem implementadas

EngenhariaObras emblemáticas

Já não é novidade: Veneza corre o risco de desaparecer sob as águas da lagoa que a abrigou durante séculos. Um dos locais onde a ameaça é visível é a Piazza San Marco, que fica inteiramente submersa durante as marés mais elevadas de Outono e Inverno. Além de dificultar a vida dos habitantes e dos turistas, a água está a causar danos consideráveis ao patrimônio arquitectónico da cidade, exigindo acções imediatas do governo italiano.

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Veneza está-se a afundar? Ou é o nível da água que está a subir?

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A resposta é complexa porque os dois fenómenos estão a ocorrer simultaneamente. O nível médio da terra baixou cerca 23 cm em relação ao nível do mar. Isto em consequência da exploração da água subterrânea e da redução na pressão no subsolo.

 

 

As soluções para o problema começam a ser implantadas. Os pesquisadores apontam dois tipos de trabalhos corretivos: proteger a terra e impedir o movimento violento das águas, evitando que as ondas de choque das tempestades marítimas cheguem à costa. Trabalha-se, também no sentido de restaurar as defesas naturais do ecosistema.

 

Hoje é consenso que os barcos motorizados contribuem parcialmente para os danos nos canais de Veneza. A agitação das hélices e das ondas lentamente estão a degradar as fundações dos edifícios, advertem os cientistas.

Há três tipos de ataques: a água que “rebenta” sobre a parede, a que se infiltra no subsolo e aquela que transborda dos drenos.

 

A terra está a ser protegida também das forças erosivas do mar por barreiras que se estendem para fora ao mar. No futuro, pretende-se construir uma grande barreira que proteja a lagoa inteira do mar. O Consorzio Venezia Nuova (autoridade de água de Veneza) é responsável para executar essas medidas de protecção. A sua tarefa principal neste momento é a construção de barreiras móveis nas entradas da lagoa, que entrarão em acção quando as marés excedem 1 metro.

Em condições normais de maré, as barreiras móveis estarão cheias de água e abrigadas nos seus casulos de betão pré-fabricado. Mas, quando as marés excederem 1 metro, um sistema de ar comprimido as esvaziará e as elevará até o nível de actuação. Nesta posição, elas isolam temporariamente a lagoa do mar, obstruindo o fluxo da maré.

 

Para saber mais:

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