Tsunami em Lisboa, quais as zonas de risco?

8 anos ago by in Hidráulica, Urbanismo e Gestão Territorial

Sérgio Freire, investigador do Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional (e-GEO), da Universidade Nova de Lisboa, é autor de um estudo que estima a população exposta ao risco de um tsunami se este atingisse a Área Metropolitana de Lisboa (AML).

«Se durante a noite Lisboa fosse atingida por um maremoto, 200 mil pessoas seriam atingidas. Durante o dia, esse número duplicaria», destaca o diário Público.

A susceptibilidade à inundação por tsunami da faixa costeira e das zonas ribeirinhas na AML é já conhecida mas, segundo o investigador, hoje em dia, um fenómeno desta tipologia seria muito mais devastador do que o maremoto de 1755, por exemplo.

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O estudo «Spatio-temporal earthquake risk assessment for the Lisbon Metropolitan Area – A contribution to improving standard methods of population exposure and vulnerability analysis», avaliou os movimentos pendulares nas zonas de perigo elevado, como as zonas ribeirinhas de Lisboa, Alfeite e Barreiro, que “variam significativamente” entre o dia e a noite, nos concelhos da AML, por razões de trabalho ou estudo.

A quantidade de pessoas presente no concelho de Lisboa no período diurno chega a ser 60 por cento superior à sua população residente, sendo que a distribuição espacial também varia.

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«É importante sensibilizar a população, que, por viver numa zona fora de risco, não está consciente de que trabalha ou estuda numa área de alto risco de inundação por tsunami»

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Neste estudo, não foi realizada qualquer estimativa de vítimas mas recorde-se que no passado, o geólogo César Freire de Andrade concluiu que se um maremoto idêntico ao que ajudou a destruir a capital e afectou o Algarve em 1755 acontecesse hoje, o número de vítimas poderia ascender a cem mil.

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