SketchUp

Comparativo software BIM | Autocad, Sketchup, ArchiCAD, Revit, Vectorworks

Escolher e investir num software para trabalhar em arquitetura e modelagem de objetos não é uma tarefa fácil, por um lado esse tipo de aplicações implica esforço e tempo para aprender a dominar a ferramenta – tempo que muitas vezes não temos; por outro lado, acarreta um investimento generoso e um compromisso para o futuro já que, na maior parte das vezes, migrar conteúdos entre diferentes aplicativos acarreta conversões e consequentes perda de informação por incompatibilidades, daí que escolher o software a adquirir é – geralmente – uma espécie de casamento onde o divórcio pode ser bem oneroso.

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BIM - Building Information Modeling

Enquanto nos sistemas CAD, as entidades gráficas são baseadas em coordenadas, onde qualquer alteração num projeto desenvolvido em CAD (2D e 3D) implica diversas modificações “manuais” dos objetos representados; já nos sistemas baseados na tecnologia BIM (Building Information Modeling), onde a informação está associada a um todo, um banco de informações inerentes a um projeto, integrado e modelado em três dimensões, qualquer alteração processa-se de forma dinâmica, actualizando todo o modelo gráfico.

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«BIM é mais que a modelagem de um produto, já que procura englobar todos os aspectos relativos à edificação: produtos, processos, documentos, etc.»

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Na edição n.º 12 da revista eUAU podemos ler que «BIM é uma representação digital das características físicas e funcionais de um edifício ou construção, constituindo uma base de dados de conhecimento, partilhado ao longo do ciclo de vida das edificações. Em BIM, a geometria, função, dados e respectivo comportamento estão integrados, permitindo estabelecer relações entre os mesmos. As suas características únicas, permitem a representação e simulação do comportamento real de edifícios (energético, estrutural, acústico, sustentável, etc), a quantificação
de materiais e a determinação de custos associados ao projecto e respectiva execução, a identificação de erros e omissões, a automatização da produção de documentação incluindo a introdução de alterações, facilitando em simultâneo a comunicação e coordenação e permitindo um elevado incremento de produtividade. BIM é um processo de produção/comunicação/colaboração apoiado em tecnologia de modelação, análise e simulação. Sim, alimenta-sede software e hardware, mas respira organização, planeamento, colaboração e desenvolvimento de recursos humanos.»

Podemos dizer que a tecnologia BIM está agora na terceira geração – BIM 3.0 – mas vamos perceber como evolui este tecnologia:

  • BIM 1.0, é caracterizado pela substituição do desenvolvimento de projetos em CAD bidimensionais por modelos 3D parametrizados;
  • BIM 2.0, expande o modelo no desenvolvimento dos projetos de arquitetura, estrutura, instalações prediais, etc. São nesta fase, associados parâmetros temporais (4D), dados financeiros (5D) e análise de eficiência energética, entre outros.
  • BIM 3.0, veio permitir o intercâmbio das informações entre os profissionais envolvidos no desenvolvimento de um projeto.

Enquanto que em aplicações tipo o AUTOCAD (uma das principais aplicações de software CAD 2D e 3D), temos uma ferramenta que, grosso modo, veio substituir o lápis pelo rato+teclado e o papel por um ecrã, apesar das suas muitas vantagens, por ser um meio digital, o custo-benefício do investimento pode ser por vezes questionável, já que acarreta conceitos e conhecimentos que podem vir a atrapalhar a produtividade quando não se tem o domínio da ferramenta de trabalho.

Com o BIM o cenário muda radicalmente, para além de ser uma concepção inovadora, onde a ideia não é «como representar?», mas sim «como fazer?», não é mais uma representação mas sim uma maquete virtual com um banco de dados incluso permitindo diversas inovações.

Diferente do sistema CAD, o sistema BIM produz diferenças no produto e no método de trabalho e, independente de qual software use, o que importa ao final é o produto e o tempo que se demorou para chegar a esse produto final, isso tudo baseado em uma relação custo-benefício. Ou seja, não importa se usamos Sketchup, ArchiCAD, Revit, Vectorworks, Allplan, Bentley Architecture ou mesmo o Autocad, o que importa é a peça desenhada, o objeto de trabalho que fará nascer a obra.

O sistema BIM traduz inovação na produção, e na versão BIM 3.0 – o próximo estágio evolutivo desse mercado, será substituído a peça desenhada básica, por uma representação virtual com as informações do IFC.

 

Ficam de seguida algumas considerações e testemunhos sobre as diferentes aplicações CAD e BIM de maior sucesso no mercado.

Autodesk Autocad

Com prática e com alguns conhecimento básicos, o Autocad é uma ferramenta muito interessante, mas da qual obtemos apenas representações isoladas de projectos que podemos alterar e corrigir com grande facilidade: o «ctrl-z» veio substituir a borracha, os layers não passam de diferentes folhas de papel vegetal sobrepostas, as cores e espessuras são diferentes tipos canetas e lápis, comandos como «dist» e «area» não passam de apenas uma régua e uma calculadora. Como li algures, «..esse não é o futuro, é o passado».

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Google SketchUp

O Sketchup é um modelador 3D de utilização intuitiva e pode ser usado em várias áreas como arquitetura, design, engenharia, etc. Utilizar o Sketchup é um pouco como «brincar com argila, uma massinha de modelar sem sujar as mãos.».

Atualmente o Sketchup tem uma apresentação mais profissional e permite até a produção de desenhos técnicos mas, em boa verdade, comparativamente com outras aplicações da especialidade, o Sketchup mais que «parece adolescente rebelde do que um novo Einsten».

Funciona muito bem para modelagem de objectos na qual tem uma boa relação custo-benefício, já em trabalhos mais completos, “fica curto” e apresenta-se muito limitado, digamos que a questão tempo-benefício, não compensa.

Não obstante, o SketchUp é uma ferramenta interessante e leve, que permite realizar pequenos ensaios de forma rápida e intuitiva.

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Autodesk Revit

Saindo dos softwares básicos e entrando no mundo do BIM temos primeiro da especialidade, o Revit.

Adquirido pela Autodesk, empresa que desenvolve e o líder de mercado AutoCAD, o Autodesk® Revit® desde cedo conquistou fama e utilizadores mas isso, por si só, não pode ser visto por mérito do software.

Sem querer retirar mérito ao Revit, muitos dos que o usam o fazem por associação à poderosa marca que é a Autodesk® e pela ideologia de boa integração com o AutoCAD. Infelizmente essas são razões fracas para se usar um programa, quando passamos do sistema CAD para o sistema BIM, conceitualmente imagina-se a completa independência do sistema anterior, ou seja, se vou usar o Revit, não deveria precisar do AutoCAD.

O grande problema do Revit é a sua limitação. Apesar do Revit ter sido o primeiro programa criado de raiz para ser um BIM, foi criado e desenvolvido com a «crença de uma superioridade inexistente. Esse software foi desenvolvido acreditando que o BIM podia fazer tudo, mas não imaginou que para evoluir e chegar ao nível de chegar a fazer tudo demoraria mais 12 anos. Hoje – 2011 – o Revit ainda não faz tudo (…), o usuário que pagou uma licença cara fica à espera de melhorias (…), e até esse momento tem que retornar e recorrer ao antigo AutoCAD para consertar as limitações.», … «temos por exemplo o fato dele não salvar na versão anterior, ou seja, a licença dele é cara e se alguém com quem você trabalha, …, resolve atualizar o Revit dele, então você vai ter que pagar um alto preço e atualizar também»

O Revit é um software demasiado limitado para o seu preço de custo, onde acaba por recorrer a outras aplicações – Sketchup ou Autocad - para finalizar os seus trabalhos, e assim acaba por não utilizar com eficiência a tecnologia BIM do Revit, já que nem tudo fica com dados IFC.

Vamos ter que esperar mais uns anos até que o Revit seja o BIM “faz tudo”.

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Graphisoft’s Archicad

Principal concorrente do Autodesk Revit, o software da Graphisoft – Archicad – até que parece bastante estável e muito apelativo com o seu Virtual Building Explorer mas, mais uma vez, esqueceram o essencial: a representação, o produto final.

Algumas pessoas podem não concordar, já que muitos afirmam que a representação do Archicad é uma das melhores que existe no mercado, mas vamos a alguns exemplo:

Pretendemos iniciar um projeto de BIM, entramos no Archicad e resolvemos criar um terreno: primeiro problema! «A ferramenta se chama Mesh e ela é baseada em sistema de triangulação, ou seja, as curvas de nível precisam deixar de ser curvas de nível e passar a ser retas poligonais, nesse instante toda a precisão é perdida. Mas digamos que você tem apenas pontos cotados variados e nenhuma curva de nível, você entra e faz um Mesh triangulado desses pontos. Mas esperem um pouco, a representação 2D disso não possui nenhuma curva de nível, não possui nenhum curva em si, e é formada de polígonos imprecisos feitos por triângulos. Ou seja, modelar terreno no Archicad é horrível e impreciso. Nesse ponto aqueles que usam o software vão falar do plugin da Cigraph chamado ArchiTerra, o qual realmente facilita o problema, mas somente facilita, a precisão continua a mesma e o produto não é um objeto BIM e sim um terreno com dados, tendo sobreposto com um conjunto de linhas não conectados (…) Isso quer dizer que algo tão básico e essencial como criar um terreno e ruas foi esquecido pela Graphisoft ficando a cargo de um plugin de terceiros – o qual – para piorar a situação, custa cerca de 1/6 do valor do software.»

«A única vantagem que o Archicad tem sobre o Revit é o fato dele ser mais flexível e ser possível de trabalhar com 2D, ou seja, não seria necessário recorrer ao Autocad para consertar os erros, contudo o resultado é caro»

Tal como no Revit, «… o tão aclamado sistema BIM é perdido já que teria de haver uma mescla de 2D com BIM real.»

«O Archicad tem ainda a possibilidade de fazer objetos novos com a linguagem GDL, contudo, qual de nós sabemos realmente programar, ou temos tempo para isso?»

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VectorWorks

Esse software desenvolvido pela Nemetschek, é tido por muitos especialista como os que devolve os resultados mais fiéis à necessidade do utilizador.

Apesar do VectorWorks ser rotulado como um falso BIM, a verdade é que tanto o Revit como o ArchiCAD, apresentam muitas limitações quando pretendemos um software com tecnologia BIM.

Será ou não o VectorWorks um BIM? A resposta será: sim e não!

«… ele não é um software que se considera pomposo o suficiente para forçar o usuário a usar o sistema BIM, ele pode ser um simples CAD ou um simples modelador (sendo assim alternativas ao AutoCAD e ao SketchUp), contudo, ele é o que acredito ser o mais BIM de todos. Já que BIM significa adicionar dados extras a um objeto qualquer, e ele é um dos poucos onde se pode criar qualquer forma e depois adicionar a ela o IFC Data e informar o que ela realmente é, conforme os padrões internacionais do BIM.»

«O que o VectorWorks realmente é, …, é um sistema híbrido de CAD e BIM, …, os produtores do VectorWorks (…) desenvolveram um método de transformar qualquer coisa em qualquer coisa, removendo assim muitos dos problemas de limitação.»

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Allplan

Sem informações relevantes, se já utilizou partilhe connosco a sua opinião.

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Bentley Architecture

Sem informações relevantes, se já utilizou partilhe connosco a sua opinião.

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Custo-Benefício

O VectorWorks é a mais barata das 3 aplicações e ainda o mais barato dos 3 conjuntos, uma vez que todas as ferramentas precisam de actualizações, plugins extra, ferramentas adicionais, complementos.

Vamos, por exemplo, pensar no conjunto necessário para trabalhar com o Revit da Autodesk. Ao Revit, teríamos que adicionar os custos do AutoCAD, o SketchUp, o pacote Office e o Pacote Adobe, dessa forma teríamos o necessário para conceber um produto final, cujo processo seria:

«…teríamos que acertar pequenos detalhes no CAD, criar novas formas ainda que conceituais no SketchUp, fazer textos e apresentações virtuais no Powerpoint e no Word, e teríamos que ter o Photoshop para fazer a correta versão final do render e ainda o Indesign para criar as pranchas de apresentação. Sendo esse último apenas uma escolha já que se poderia usar as pranchas internamente do Revit.»

Já para o pacote do Archicad, «precisaríamos do Archicad, mas também de diversos plugins da Cigraph, depois o pacote Adobe e um renderizador externo como o Artlantis ou o Cinema 4D, além do Pacote Office e do Pacote Adobe.»

O processo de trabalho, para um sistema baseado no Archicad, seria o seguinte:

«Teríamos que adicionar plugins para ferramentas essenciais não presentes no programa, o renderizador Lightworks não é bom e seria necessário um melhor, teríamos o pós-processamento do render com o Photoshop e as pranchas com o Indesign (opcional também), os textos com o Word, e as apresentações com o Powerpoint.»

Com o Vectorworks – agora na versão 2011 – o conjunto resumiria-se ao Vectorworks e o Photoshop, senão vejamos:

  • «O novo render do VectorWorks já é muito bom – como o Revit – não sendo necessário outro como o ArchiCAD.»
  • «O Vector já produz qualquer tipo de volume então não sendo necessário o uso do SketchUp.»
  • «O 2D do VectorWorks já é competitivo com o AutoCAD.»
  • «…ainda seria necessário fazer algum pós processamento do render», no qual utilizaríamos o Photoshop, como nos restantes casos
  • «…nenhum pacote office seria necessário já que o VectorWorks consegue fazer ótimas apresentações como o Powerpoint, e textos como o Word formatados»
  • «…quanto ao seu uso desde a concepção, ou seja, ele pode fazer planejamento de espaços, e criar relação entre os espaços e depois gerar uma matriz de relação. Esse é um dos métodos mais tradicionais para ser iniciar uma concepção de projeto, enquanto com os outros programas você teria que recorrer a outros softwares ou usar o sistema papel e caneta.»

Resumindo, o Vectorworks é mais barato e o conjunto de pacotes final também é menos oneroso.

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IES – Integrated Environment System

Quando comparando os três quanto a ferramentas de IES, o VectorWorks fica «empatado com o Revit, mas ambos possuem uma conceituação melhor que o Archicad. Por exemplo, no Vector e o Revit seria necessário criar tabelas paramétricas ou recorrer a programas como o Ecotect ou DesignBuilder. Contudo o Archicad, resolveu criar uma extensão chamada EcoDesigner, mas o que ela lhe fornece são apenas coisas que seria necessário adicionar a uma tabela paramétrica, não chega aos pés dos softwares IES como o Ecotect»

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Conclusões

Em comparações consultadas e através de documentação de referência os principais software utilizando tecnologia BIM, viriam organizados da seguinte forma, por ordem de preferência:

  1. VectorWork
  2. Archicad
  3. Autodesk Revit em conjunto com o Autocad

[gview file="http://dl.dropbox.com/u/5842073/LIVRARIA/Como%20escolher%20um%20software%20de%20arquitectura%20e%20modelagem.pdf"]

Mais um testemunho interessante é que com «o Revit ou o Archicad sinto que o software que acaba moldando o meu produto final por estar me limitando, enquanto com o VectorWorks eu não sinto essa limitação.»

Adaptado de comentário a «BIM – ArchiCAD Vs Revit Vs Vectorworks»

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  • PEDRODG

    olha eu ja tentei usar o revit mas vi k é necessariotanta volta pfazr uma simples coisa ja o archicad é muito ojectivo e p mim é assim k esses progamas devm ser OBJECTIVOS.

  • Fabio Cantu

    Então… é muito difícil descrever estes softwares em apenas algumas linhas…
    Mas muito ficou faltando nesta postagem.
    Muitos atributos que diferenciam um software de outro.
    Mas ainda que deixaram o Archicad em segundo lugar, antes do Revit…
    Sinceramente, ja usei revit
    já usei o Archicad.
    e digo: O revit ainda não me convenceu….

  • Fábio A.

    Essas informações estão em outro site, na verdade foi uma opinião de um arquiteto. Quem copiou de quem?

    • http://www.engenium.net/ Helder Costa

      Este artigo foi uma adaptação baseada nesse comentário. Um comentário com tanto sumo merecia ser destacado, se souber o nome do autor terei todo o gosto em O referir como fonte.

      Cumps,
      HC