Perfuração Horizontal não Dirigida – TAB

12 anos ago by in Engenharia, Geotecnia, Hidráulica

Para as travessias de vias-férreas, estradas nacionais, auto-estradas, itinerários principais e complementares, é usual cravar-se uma tubagem de aço que servirá de “casing” à instalação de outras infra-estruturas no seu interior ou que seja ela mesma a própria condutora.

Os trabalhos referentes a esta tecnologia compreendem, na sua essência, perfurações para a instalação de colectores de abastecimento de água, saneamento, condutas de gás e outros em zonas onde não é possível a abertura de vala.

  • Diâmetros: 250 a 1400 mm
  • Não tem controlo de cotas
  • Travessias curtas – até 30 metros
  • Necessidade de encamisar o furo com tubagem em aço
  • Necessidade de poço de ataque
  • Não pode ser utilizado abaixo do nível freático

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As técnicas de perfuração horizontal tiveram início na tecnologia Thrust-Auger-Boring.

A perfuração por Thrust-Auger-Boring é baseada numa máquina de estacas de trado contínuo mas aplicada na horizontal. Tal como nas estacas é necessário a utilização de uma tubagem metálica de encamisamento.

Esta tecnologia é cega não sendo possível controlar cotas nem corrigi-las durante a perfuração. Significa que a máquina é posicionada num poço de ataque com a pendente de projecto e direcção da perfuração e vai sofrendo ao longo do traçado desvios relacionados com a heterogeneidade do terreno assim como o peso que a tubagem vai exercendo no conjunto já furado.

A perfuração é feita através de cabeça de corte rotativa acoplada a um sistema de trados contínuos (sem fim) que transportam o material até ao exterior.

Este sistema tem a vantagem de ser simples e barato tendo como principal desvantagem a necessidade de cravação de camisa em aço (sujeita a corrosão) e não ter controlo de direcção (tecnologia não dirigida).

Em terrenos difíceis são utilizados nesta técnica diâmetros de 800 e 1000 mm, com desmonte manual.

Breve descrição dos trabalhos, Thrust-Auger-Boring (TAB):

  • A máquina é posicionada num dos lados da travessia, num poço/fosso de ataque com uma soleira preenchida com tout-venant;
  • No local previsto para a chegada da tubagem, no final da cravação, deverá ser feita uma escavação para a recepção da cabeça de corte utilizada na perfuração;
  • Os tubos são colocados em troços de 6,0 metros sobre o bastidor da máquina e são ligados entre si por soldadura topo a topo.

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Bibliografia:

One Response to “Perfuração Horizontal não Dirigida – TAB”


xm carreira
22/12/2007 Responder

Ao Hélder que faz possível este espaço digital e a todos os leitores deste blog e de Not Only Bridges, desejo-lhes um Natal cheio de serenidade e alegria e um Feliz Ano.

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