Telemática Rodoviária

6 anos ago by in Vias de Comunicação

A telemática rodoviária está relacionada com os recursos tecnológicos responsáveis pela recepção, envio e armazenamento de informação recolhida sobre sistemas de transportes em operação.

Combinando tecnologias associadas à electrónica, informática e telecomunicações, procura-se com a telemática rodoviária obter e tratar, em tempo real, uma enorme quantidade de informação visando melhorar o controlo dos sistemas de transporte e a fiabilidade associada à informação dos serviços prestados.

Central de Comando da Brisa

 

Aqui vamos apenas abordar o variante telemática rodoviária, mas são vários os sectores e aplicações dos instrumentos de telemática a diferentes sistemas de transporte de passageiros, nomeadamente:

  • Sistemas rodoviários
  • Sistemas ferroviários urbanos
  • Sistemas aeroportuários

Geralmente, um sistema de telemática rodoviária é composto por:

  • Dispositivos de monitorização e medição, para conhecimento em tempo real, das condições das vias, através de um sistema que comunica e armazena informações 24 horas por dia.
  • Central de controlo de tráfego (CCT), que trata as informações obtidas (acidentes, animais na via, congestionamentos, veículos que circulem em contra mão, derrames de óleo, cortes de via, incêndios, …) e, por forma a prevenir e/ou minimizar eventuais danos e transtornos, alerta os utilizadores dos principais eixos rodoviários do país sobre a ocorrência desses incidentes e/ou acidentes
  • Meios de informação e operação, que permitem à central de gestão e comando de tráfego, comunicar com os utentes – através da rede de painéis de mensagem variável e organizar as equipas de assistência e vigilância.

As infra-estruturas de telemática rodoviária, estão baseadas em sistemas inteligentes de tráfego (ITS), que integram meios medição de elevada fiabilidade e redes de comunicação muito robustos, que incluem, por exemplo, os seguintes equipamentos:

  • Câmaras fixas e câmaras móveis, que funcionam num circuito fechado, e que permitem em grande parte dos casos visualizar a extensão total de uma eixo viário. Para cumprimento aos direitos à privacidade dos utentes, estas câmaras estão geralmente colocadas de modo a não identificar os condutores.
  • Estações de Contagem, pesagem e classificação de veículos
  • Sensores meteorológicos, colocados nas zonas de maior instabilidade atmosférica, que registam antecipadamente as condições meteorológicas passíveis de alterar as condições de utilização da via.
  • Painéis de mensagens variáveis (PMV), de uso generalizado nas auto-estradas, permitem comunicar aos utentes informações sobre acidentes, itinerários alternativos, condições da via, tempos de percurso para os diferentes trajectos/percursos possíveis,…
  • Postos de SOS, que regra geral são colocados de dois em dois quilómetros ao longo dos principais traçados.
  • Sistemas de Portagem integrados
  • Rampas de acesso controladas por sinais luminosos;

Temos o exemplo das Estradas de Portugal, cujo «Sistema Integrado de Controlo e Informação de Tráfego (SICIT)» consiste num conjunto de equipamentos e de aplicações informáticas destinado à recolha, tratamento e divulgação de dados de tráfego em tempo real, com vista ao reforço da segurança rodoviária, ao conforto dos condutores e a uma gestão mais eficiente da rede rodoviária.

No âmbito do SICIT, foi criada uma aplicação específica, destinada a garantir o acesso imediato e generalizado a toda a informação de tráfego disponível.

Os dados disponibilizados através desta aplicação são de natureza diversa: volume, classificação, categoria, peso e velocidade média do tráfego, podendo ser consultados em diferentes intervalos de tempo: anual, mensal, diário, horário, 15, 5 e 1 minutos.

Todos os dados têm em comum o facto de serem recolhidos por equipamentos automáticos, uns instalados na rede de estradas explorada directamente pela EP, outros nas estradas exploradas em regime de concessão.

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